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Mostrando postagens com o rótulo neurobiologia

alterações cerebrais na psicopatia (S. Weber et al., 2008)

possíveis anormalidades cerebrais naqueles considerados psicopatas começaram a ser investigadas ainda em 1876, por Lombroso, que popularizou o conceito de "criminoso nato" ; influenciado pela frenologia de Gall, Lombroso acreditava que uma mente criminosa poderia ser identificada por deformações cranianas e em outras partes do corpo. a ideia ganha notoriedade com o caso de Phineas Gage (1848), que após ter a parte frontal do cérebro atravessada por uma barra de ferro, apresentou alterações severas na personalidade, incluindo prejuízos à dimensão afetiva e surgimento de comportamento agressivo e violento. casos como esse introduziram o conceito de psicopatia adquirida ou pseudopsicopatia : quando as pessoas mostram comportamento inapropriado e agressivo após lesão no lobo frontal (mostrando pontuações mais altas no fator 2 do PCL-R). assim, embora a psicopatia adquirida difira da condição nata nas alterações funcionais, prejuízos à cognição social e moral apontam principalment...

A Teoria dos Esquemas de Young

O “NOVO” INCONSCIENTE Embora as ciências cognitivas evitem o termo “ inconsciente ” — devido à confusão semântica com o inconsciente dinâmico freudiano —, é fato que a maior parte do processamento mental ocorre fora do domínio da consciência. A  expressão “ inconsciente cognitivo”  foi cunhada por Kihlstrom em 1987 para designar as muitas e complexas operações cerebrais as quais o sujeito não tem acesso, ainda que os respectivos resultados dessas operações possam se transformar em conteúdo consciente. De maneira simplória, nas ciências cognitivas tem-se adotado a definição de Freeman (1998): idéias das quais não temos consciência. Essa noção de um “novo inconsciente” parte da memória implícita ou não-declarativa, demonstrada por qualquer mudança no pensamento ou ação atribuível a alguma experiência passada da qual não há lembrança consciente (acessível) do evento ocorrido. YOUNG: TEORIA DO ESQUEMA Jeffrey Young completou seu pós-doutorado sob a orientação de Aaron Beck, e é fu...

psicopatia e julgamentos morais: evidências neurobiológicas

“psicopata” não é uma categoria descritiva, mas sim uma medida variável que se manifesta através de traços; a escala PCL-R (psychopathy checklist-revised)  de Hare lista: com relação a fatores interpessoais/afetivos : lábia/charme superficial; senso grandioso de autoestima; mentira patológica; ausência de remorso ou culpa; afeto superficial; crueldade/falta de empatia; falha em aceitar responsabilidade pelas próprias ações; comportamento sexual promíscuo; ludibriador/manipulador. com relação ao estilo de vida desviante ou antissocial : falta de objetivos realistas de longo prazo; impulsividade; irresponsabilidade; versatilidade criminal; necessidade de estimulação; estilo de vida parasita; controle deficiente do comportamento; problemas comportamentais precoces; muitas relações conjugais de curta duração; revogação da liberação condicional; delinquência juvenil. esses traços podem estar presentes desde a infância, já que a psicopatia se trata de um desvio relacionado à hereditaried...

Liberdade e neurobiologia - síntese (Searle, 2004)

“ Liberdade e neurobiologia: reflexões sobre o livre-arbítrio, a linguagem e o poder político”  é composto por duas palestras de Searle, proferidas em Paris, em 2001. São uma introdução às teorias de Searle vigentes desde a década de 1970, nas áreas da filosofia da linguagem e da filosofia da mente - voltadas, nesse volume, para o livre-arbítrio e o conceito de consciência. PALESTRA 1: LIBERDADE E NEUROBIOLOGIA O problema do livre-arbítrio   “Como sabemos que não estamos sonhando, que não somos apenas um cérebro flutuando dentro de um recipiente, em que gênios malignos se divertem conosco?” Trazemos a impressão de que as explicações dos fenômenos naturais devem ser completamente DETERMINISTAS:   “...se for preciso explicar certa categoria de comportamentos humanos, parece que, de maneira característica, o fato de agir ‘livremente’ ou ‘voluntariamente’ constitui, para nós, uma experiência que torna impossível recorrer às explicações deterministas” . O desafio cétic...