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Mostrando postagens com o rótulo livre-arbítrio

A neurociência prova que o livre-arbítrio é uma ilusão?

Costuma-se conceber livre-arbítrio como a possibilidade de escolher baseando-se unicamente na própria vontade e sem qualquer influência externa (causas determinantes). Quanto a isso: 1) sendo o homem o produto de uma  triangulação dinâmica biopsicossocial  (cujos elementos necessariamente interagem e se retroalimentam), o ambiente tanto molda o sujeito quanto é reflexo dele. Assim, é realmente possível apartar-se das variáveis externas no processo de escolha?  2) o fato de as opções disponíveis aos sujeitos serem elas próprias filtradas por influências sociais, culturais e econômicas, e portanto resultarem muitas vezes em possibilidades limitadas e escolhas previamente definidas, é prova suficiente de que o livre-arbítrio é uma ilusão? 3) ainda que seja possível fazer o que queremos,  até que ponto realmente queremos o que queremos? Três trabalhos neurocientíficos recentes (Soon, Brass, Heinze e Haynes, 2008), revisando o experimento de Libet (1983) através de fMRI (...

Liberdade e neurobiologia - síntese (Searle, 2004)

“ Liberdade e neurobiologia: reflexões sobre o livre-arbítrio, a linguagem e o poder político”  é composto por duas palestras de Searle, proferidas em Paris, em 2001. São uma introdução às teorias de Searle vigentes desde a década de 1970, nas áreas da filosofia da linguagem e da filosofia da mente - voltadas, nesse volume, para o livre-arbítrio e o conceito de consciência. PALESTRA 1: LIBERDADE E NEUROBIOLOGIA O problema do livre-arbítrio   “Como sabemos que não estamos sonhando, que não somos apenas um cérebro flutuando dentro de um recipiente, em que gênios malignos se divertem conosco?” Trazemos a impressão de que as explicações dos fenômenos naturais devem ser completamente DETERMINISTAS:   “...se for preciso explicar certa categoria de comportamentos humanos, parece que, de maneira característica, o fato de agir ‘livremente’ ou ‘voluntariamente’ constitui, para nós, uma experiência que torna impossível recorrer às explicações deterministas” . O desafio cétic...