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O DSM e o problema dos nomes sem sujeitos

" Diagnóstico desligado de uma reflexão semiológica é apenas descrição sem narrativa. Diagnóstico sem intervenção é apenas classificação sem ordenamento. Diagnóstico desprovido de etiologia é apenas redescrição sem finalidade. A razão diagnóstica depende, portanto, do funcionamento articulado dessas categorias como pressuposições dos atos clínicos, o chamado ato diagnóstico - o que caracterizaria uma ultrapassagem do campo diagnóstico".  Dunker, 2011 Mais fortemente a partir de sua terceira edição (1980), o DSM  (Diagnostic and Statistic Manual)  pretende um caráter universal sustentado no ateoricismo, no descritivismo e nas estatísticas. No entanto, esse ateoricismo lhe confere uma utilidade operacional, em que classificações são instituídas apenas com base no observável e empiricamente acessível dos transtornos psíquicos, ignorando o olhar e o contato clínicos, bem como a narrativa pessoal do sujeito e a dimensão integrada da possível patologia.  Ao ser convertido ...