Sendo bem categórica, a maioria das pessoas não quer se relacionar conosco. “ Querer ”, em um relacionamento, envolve mais que atração ou status. Envolve ação e doação - estar disposto a deixar sua zona de conforto se necessário e a fazer concessões visando o entendimento mútuo; estar disposto a alterar convicções infundadas e ter a intenção consistente de permanecer. É comum que os portadores passem por diversos abusos enquanto o quadro não se estabiliza com o tratamento. O abuso infantil é determinante pra solidificação do transtorno, mas o foco do texto são os abusos posteriores . As emoções intensificadas e o medo do abandono costumam ser conclusivos pra uma posição, NÃO PROPOSITAL, de dependência emocional e submissão. Em geral os portadores não possuem rede de apoio satisfatória, e por isso os relacionamentos costumam assumir posição central e de controle sobre a vida, respondendo aos padrões de instabilidade que refletem a patologia. Essas pessoas são ele...