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Mostrando postagens com o rótulo maternidade

A amamentação pode prevenir distúrbios psicológicos

O leite materno é o primeiro fator preventivo de doenças e um dos mais intensos formadores de vínculo, afeto, intimidade e proteção entre mãe-bebê - não apenas por sua rica composição química quanto pelo contato físico e emocional que envolve o colo e a sucção. Entretanto, a amamentação não depende apenas da vontade e da decisão da mãe: é também determinada por condições socioeconômicas e demográficas, nível de escolaridade, idade e saúde física e mental da mesma. Já é sabido que o leite materno estrutura e fortalece o sistema imunológico, protegendo contra uma série de condições físicas, como alergias, obesidade e problemas gastrointestinais; mas além disso, uma série de estudos recentes comprovam também o papel positivo da amamentação durante mais de seis meses na inteligência e na diminuição do risco de distúrbios psicológicos, como estresse crônico, depressão maior, ansiedade, TDAH e esquizofrenia, além de um melhor  “(...) desempenho em testes cognitivos, de vocabulário e coo...

A Teoria do Apego (Bowlby e Ainsworth)

A Teoria do Apego data da segunda metade do século XX e foi fundada primordialmente por John Bolwby, psicanalista em busca do rigor científico e estatístico ausente em algumas das premissas de Freud, avaliando o trauma não por meio da retrospectiva, mas prospectivamente. Circunscreve-se nessas premissas a ideia do apego - vínculo mãe-criança -, abordado por Bowlby a partir da observação das patologias desenvolvidas por macacos Rhesus quando separados precocemente das mães e do comportamento atípico das crianças vítimas da Segunda Guerra, quando deslocadas pelo Estado para áreas livres de bombardeio e consequentemente tendo rompidas suas relações estáveis de família, grupo e lar.  Bowlby baseava-se na noção evolutiva de que o apego - compreendido aqui como vínculo afetivo entre criança e cuidador - é não apenas uma inclinação natural, mas uma necessidade básica para a sobrevivência e segurança dessa criança, nascida em extrema vulnerabilidade fisiológica. A construção dess...

Consequências psicológicas da ansiedade materna e do abandono afetivo paterno

“ Uma vez que a mulher grávida pode ser considerada como o ambiente físico e psicológico para o feto em desenvolvimento, qualquer alteração no seu funcionamento pode ter um efeito potencial sobre o feto e a futura criança.” (Barr, 2016) Estudos iniciados na  25ª reunião da Sociedade de Neurociência Cognitiva, em Boston, mostra que o estresse da gestante compromete a conectividade neural dos fetos. Desordens psicopatológicas durante a gravidez afetam não apenas o desenvolvimento embrionário e fetal, como a primeira infância e a adolescência dessas crianças. Essas desordens provêm muito menos de um estado de saúde anterior da mãe do que de estresses externos pelos quais passa essa mulher.  Para além das alterações hormonais naturais do período gestacional, é preciso considerar a mudança nos status sociais que compreendem desde a descoberta da gravidez até os primeiros anos de vida da criança. Uma a cada cinco brasileiras são abandonadas durante a gravidez; quase seis milhõ...