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Mostrando postagens com o rótulo estupro

os impactos psicológicos da indústria pornográfica

Imagine só. Sua expectativa de vida é de 36 anos. Sua preparação para o trabalho exige uso contínuo de laxantes, anestésicos locais, imensos plugs anais e vaginais para dessensibilizar as áreas e combinações constantes de álcool e drogas sintéticas pra te manter alheia a si o bastante. Você não sabe o que deve fazer até chegar ao set , e na verdade não importa, porque você só ganha se seguir as ordens do diretor. Os contratos não passam de uma piada sobre formalidade num ambiente cuja base se constrói na ilegalidade e no crime hediondo. Praticamente todas as suas colegas estão infectadas com herpes, HPV ou alguma outra IST, têm bartolinite e cistite recorrentes, e são viciadas em alguma substância ilícita. O suicídio entre vocês é comum. São milhares de mulheres cujo denominador comum é a vulnerabilidade social propositalmente ignorada; são meninas - literalmente - provindas de famílias desestruturadas, do abuso aprendido, da educação insatisfatória e iludidas pelo mito do con...

O critério do consentimento perdoa o estuprador

A cartada de mestre das leis patriarcais é o estabelecimento do critério “consentimento”. “ Se ela consentiu, não é crime” - ou pelo menos não tão crime ou violência quanto o caso daquela que lutou e esbravejou. A cultura é homogênea quanto à endossar e proteger comportamentos típicos de quem estupra, prostitui e agride. Mulheres nascem e são criadas num ambiente que lhes diz que a única resposta possível é “sim”.  A feminilidade é o adestramento social dessas mulheres de acordo com os desejos e expectativas dos donos do discurso, do dinheiro, e, por consequência, delas mesmas. É impossível fugir completamente de sua influência brutal mesmo depois que você a percebe e a despreza, pois ali está ela, antes e depois de você, devorando tudo aquilo que perfaz o ser mulher em sociedade. Quanto mais novas, pobres e sozinhas, mais passivas e alienadas somos, pois não há meio intelectual e material suficiente para lutar contra a feminilidade.  A possibilidade de escolha só e...

TPB E RELACIONAMENTOS - e como são comuns os abusos

Sendo bem categórica, a maioria das pessoas não quer se relacionar conosco.   “ Querer ”, em um relacionamento, envolve mais que atração ou status. Envolve ação e doação - estar disposto a deixar sua zona de conforto se necessário e a fazer concessões visando o entendimento mútuo; estar disposto a alterar convicções infundadas e ter a intenção consistente de permanecer. É comum que os portadores passem por diversos abusos enquanto o quadro não se estabiliza com o tratamento. O abuso infantil é determinante pra solidificação do transtorno, mas o foco do texto são os abusos posteriores . As emoções intensificadas e o medo do abandono costumam ser conclusivos pra uma posição, NÃO PROPOSITAL, de dependência emocional e submissão. Em geral os portadores não possuem rede de apoio satisfatória, e por isso os relacionamentos costumam assumir posição central e de controle sobre a vida, respondendo aos padrões de instabilidade que refletem a patologia. Essas pessoas são ele...