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por que eu não me chamo neurodiversa

* devido ao contexto, termos como “psicopatologias” ou “transtornos mentais” foram substituídos por “condições”. a semântica dos transtornos mentais/de personalidade é uma área constantemente reformulada; a semiologia psi pede essa busca incessante por termos mais precisos e menos estigmatizantes para os sinais, sintomas e diagnósticos, de modo que os significantes se alteram ou caem em desuso em questão de década.  os conceitos acordados ultrapassam a esfera estritamente de denominação neutra ou passiva, e se configuram como entidades sobretudo sociais, que nascem e fazem nascer discursos . assim, se relacionam diretamente com a percepção e a atitude frente à doença, por a) buscarem traduzir em termos comuns (compartilháveis) experiências e sofrimentos tão íntimos, isto é, culturalizar o psíquico e b) demandarem excessivo esforço devido a uma psicofobia estrutural que instrumentaliza e deturpa sintomas e diagnósticos. na década de 1990, a antropóloga autista Judy Singe...