Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo biotecnologia

As neurociências da violência e do crime

A evolução dos aparatos biotecnológicos de mapeamento e imagem cerebrais suscitam a busca por uma determinação biológica do mal estar contemporâneo. "A hierarquização do cérebro como substrato empírico privilegiado na determinação da conduta arrisca desqualificar o inefável das montagens psíquicas intersubjetivas, afora a chance de negligenciar fatores sociais na origem de atitudes violentas”. (Arreguy, 2008) Concomitantemente, os avanços da psicofarmacologia, desde meados do século XX, conduziram à medicalização de descontroles emocionais comuns, tratando-os como transtornos neurofisiológicos; tal movimento traduz o paradigma do sujeito cerebral , cujas tendências localizacionista e reducionista se assemelham à antiga frenologia. O transtorno mental - vulgarizado como loucura -, foi, desde sempre, bode expiatório para sentimentos e condutas indesejáveis e reprováveis. O homem mau era louco, e vice-versa. Nisso se apoia a lógica psiquiátrica organicista do monstro moral: em 1857...