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cries unheard

Com a incidência de casos divulgados e sensacionalizados pela mídia sobre crianças envolvidas em crimes graves, a ideia de malignidade inerente volta à tona, como sempre quando se deseja desculpar as razões concretas do hediondo - e a responsabilidade do Estado quanto a isso. Reitero que investigar e elencar as bases e justificativas dos crimes não minimiza a gravidade deles ou a responsabilidade dos réus. Mas é um dever social, e as autoridades policiais, judiciais e psiquiátricas deveriam ser as primeiras a se comprometer, seguidas da opinião pública. Não é o que acontece. Existe uma tendência a embasar os motivos como psicopatia, ignorando não apenas a não-utilização do termo como diagnóstico, e sim como instrumento forense, como também o fato de que os traços psicopáticos se inserem em psicopatologias - ativadas por desequilíbrios neurológicos e exposição à violência precoce. O abuso familiar ou outros tipos de agressão empreendidas na infância são listados como os m...