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Mostrando postagens com o rótulo Bolsonaro

Bolsonaro e a psicologia do fanatismo

parece óbvio . bolsonaro é uma criatura limitada intelectual e emocionalmente, que ascendeu instrumentalizando ódios comuns, incapaz de uma oratória coerente e objetiva, munido de raciocínio superficial que só é capaz de oferecer medidas imediatistas e parciais. bolsonaro é claro quanto à intenção de sacrificar as seções populacionais que não considera dignas de vida decente, através de seu típico apelo à violência (sob desculpa de conservadorismo). e apesar do que parece tão óbvio e absurdo, ainda há quem com ele corrobore. por quê? pra discutir isso é preciso introduzir  com um esboço do panorama educacional brasileiro para em seguida refletir sobre modelos mentais, distorções cognitivas, realismo ingênuo/direto, política e identidade social e psicologia da persuasão (a exemplo hitleriano). EDUCAÇÃO  A educação brasileira, entre várias fases que incluíram a) a exclusão do proletariado e das mulheres do ensino formal, b) a expansão da escolaridade gratuita e obrigatóri...

A análise psicológica de Hitler, por Langer (1943) - PARTE 2

No último capítulo do livro de Langer, VI. Seu provável comportamento no futuro , o psicólogo lista algumas possibilidades, entre improváveis - Hitler pode morrer de causas naturais, pode pedir asilo político num país neutro, os militares alemães podem se revoltar e prendê-lo, ou pode cair nas mãos dos americanos - e possíveis - pode morrer em batalha, pode ser assassinado, pode enlouquecer. Entretanto, a mais defendida é que Hitler suicidaria, o que de fato aconteceu. Ele já havia ameaçado isso varias outras vezes e confessara a Hauschning que, “ na hora do perigo supremo, se sacrificaria pelo povo”.  O fato de os judeus terem sido escolhidos como bode-expiatório do nazismo ainda divide historiadores e aponta para varias causas; no século XIX as ideias do darwinismo social estão em vigor, e na década de 1930 o preconceito alemão contra os judeus já fora construído; as acusações giravam em torno de motivos econômicos e religiosos (judeus eram acusados de entregar Cristo ao...

A análise psicológica de Hitler, por Langer (1943) - PARTE 1

Em 1943, a pedido do antigo FBI, o psicólogo norte-americano Walter Langer elabora um relatório à distância sobre a análise psicológica de Hitler, a partir de contato com pessoas próximas, da observação minuciosa de seus comportamentos privados e públicos, e do estudo de seus discursos. Apesar de não tão preciso quanto uma análise direta com a cooperação do paciente, o relatório de Langer fornece bases para a explicação de como a personalidade doentia de Hitler foi construída e como era possível exercer tamanha influência sobre o povo alemão comum. É necessário frisar que muito da rigidez de pensamento e do padrão de comportamento de Hitler se assemelham ao do próprio Bolsonaro - o que oferece a possibilidade de que certos traços psicológicos e materiais sejam comuns a chefes de governos autoritários. O livro de Langer se divide em seis partes, são elas: como ele acredita ser, como o povo alemão o conhece, como seus colaboradores o conhecem, como ele se conhece, análise e reconstrução ...

Auschwitz foi cometido por homens e mulheres comuns

Pouco instruído, de intelectualidade precária, corrupto, sádico, psicopata, inerentemente mau . Esse é o perfil popular de um nazista.  Porque supostamente apenas a crueldade patológica seria capaz de justificar as atrocidades cometidas de 1933 a 1945, com mais de seis milhões de judeus assassinados - embora seja impossível determinar com precisão o número de mortos. De fato outros confrontos históricos fizeram mais vítimas, mas o nazismo - principalmente seu horror materializado em Auschwitz, onde mais de dois milhões foram exterminados e famílias saíam pelas chaminés - é perpetrado como expressão mais clara da crueldade humana pela forma como essas mortes se deram: não em combate, quando os corpos que caem parecem justificados, mas na covardia e na desumanização dos campos de extermínio , projetados na teoria para atuarem como estadias de recuperação física e moral, mas postos em prática como sítios de trabalho escravo onde a maioria não chegava aos dois meses. Assim c...