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Szasz e a doença mental como mito (1960)

O papel de todos os sistemas de crenças tem sido o de agir como tranquilizador social,  em que as possibilidades propostas se situam em um sistema maniqueísta - orientado, por sua vez, pela fantasia sobre a felicidade humana universal.  Para Thomas Szasz, a doença mental foi cooptada a atuar de modo semelhante aos demônios e bruxas dos anteriores períodos históricos, possuindo não uma existência objetiva, mas um caráter causal (e negativo). Então, o que afinal significa a afirmação de que se está mentalmente doente? Num primeiro momento, o óbvio conduz a definir a doença mental como um sinal de dano cerebral: as desordens do pensamento e do comportamento diriam respeito a defeitos neurológicos específicos. Tal posição implica que os problemas mentais não se refeririam a diferenças nas necessidades pessoais, opiniões, aspirações sociais, valores e outros fatores essencialmente subjetivos, mas seriam delegados aos processos psicoquímicos. Esse raciocínio busca equiparar ...