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Mostrando postagens com o rótulo preconceito

questionar o TPB é questionar CARÊNCIAS SOCIAIS

O fato de que o TPB é uma classificação relativamente nova NÃO JUSTIFICA as assertivas redutoras e discriminatórias que preenchem não apenas a literatura de senso comum, mas também a científica. O transtorno te fragmenta a noção de si e consequentemente a noção do próprio transtorno - ainda se busca excessivamente definir limites entre o “eu verdadeiro” e o transtorno de personalidade, como se isso fosse relevante; se o indivíduo vive eternamente a esmo quanto a si mesmo e tem na ciência  única possibilidade de encontro e tradução das agonias que até então não têm nome nem origem, o que resta a esse indivíduo se essa mesma ciência o abandona? Literatura discriminatória cria profissionais mal instruídos, que por sua vez criam mais literatura discriminatória. E aquele portador já fragilizado cujos esclarecimento e senso crítico se encontram no mesmo estado se defronta com taxações fundamentadas em a) na baixa credibilidade que esses pesquisadores conferem às q...

o estigma na literatura sobre borderline

Quando comecei a pesquisar sobre, aos 17, eu fiquei apavorada. Principalmente depois de perguntar à minha então psiquiatra se eu poderia ter o transtorno, porque ela disse algo como “você não tem. pacientes borderline são praticamente impossíveis de tratar. eles não levam à frente terapia; eu tive uma única paciente assim e ela desistiu na segunda consulta. também não há medicação própria”.  numa primeira busca o estigma e as vinculações taxativas são tudo que você encontra, o que me leva a pensar que talvez essa literatura seja tão numerosa quanto a que se propõe a analisar profissionalmente os aspectos e razões reais do comportamento tipicamente borderline, e, infelizmente, mais acessível . e como todo preconceito, há a retroalimentação - nasce da discriminação e a propaga. essas “pesquisas” deixam nas entrelinhas que os portadores de TPB são pessoas inerentemente ruins . usando lógica básica, como você pode ser responsável pelos seus próprios sintomas, e como possu...

Sobre o splitting (cisão/pensamento dicotômico/clivagem) no borderline

A maioria dos sintomas do TPB não são “novidade” ou sentimentos que se restringem aos portadores. São pensamentos e emoções comuns, que acometem a todos, mas que em razão do transtorno, são extrapolados a nível patológico, caracterizando padrões que prejudicam a vida. Julgamentos que oscilam e alternância de concepções são características humanas: nada mais ordinário que mudar de opinião. Acontece que para os portadores de TPB, por ser um SINTOMA e não estar sujeito à vontade e opção, isso acontece com muito mais frequência e intensidade. É a esse padrão de pensamento dicotômico e maniqueísta, em geral antagônico, que chamamos de “ splitting ”. Em tradução livre quer dizer “divisão, ruptura, rachadura”. Nós temos a capacidade de pensar em meio termos, possibilidades e transições prejudicada. E isso, friso como sempre, não depende de uma simples escolha; ser incapaz (ao menos momentaneamente, já que a terapia elabora estratégias cognitivas e comportamentais) de avaliar ...