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questionar o TPB é questionar CARÊNCIAS SOCIAIS

O fato de que o TPB é uma classificação relativamente nova NÃO JUSTIFICA as assertivas redutoras e discriminatórias que preenchem não apenas a literatura de senso comum, mas também a científica. O transtorno te fragmenta a noção de si e consequentemente a noção do próprio transtorno - ainda se busca excessivamente definir limites entre o “eu verdadeiro” e o transtorno de personalidade, como se isso fosse relevante; se o indivíduo vive eternamente a esmo quanto a si mesmo e tem na ciência  única possibilidade de encontro e tradução das agonias que até então não têm nome nem origem, o que resta a esse indivíduo se essa mesma ciência o abandona? Literatura discriminatória cria profissionais mal instruídos, que por sua vez criam mais literatura discriminatória. E aquele portador já fragilizado cujos esclarecimento e senso crítico se encontram no mesmo estado se defronta com taxações fundamentadas em a) na baixa credibilidade que esses pesquisadores conferem às q...